Com o avanço das tecnologias, será que conseguimos encontrar soluções para o “fim do mundo”? Em "Paradise", através de muito dinheiro envolvido, as pessoas conseguem criar uma realidade alternativa para quando o fim da sociedade chega. Mas será que é isso mesmo?

Xavier Collins (Sterling K. Brown) é o chefe de segurança do presidente Cal Bradford, interpretado por James Marsden. Ele acorda numa manhã comum numa cidadezinha do interior e, ao chegar no trabalho, a residência oficial, ele se depara com o presidente morto no chão do quarto. A partir daí, várias decisões se abrem para Collins, que fica sem saber quais primeiros passos ele deve dar.
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Logo de cara percebemos que ele tem uma desconfiança que paira no ar o tempo todo. Ao invés de seguir o protocolo, ele prefere colher o máximo de informações possível do ambiente, garantindo que ele possa ter acesso a tudo que aquele cenário de crime pode oferecer.
Demora ainda um pouco mais no primeiro episódio até percebemos que ali se trata de uma sociedade alternativa ao mundo que estamos acostumados. O planeta passou por uma série de problemas climáticos que levou à sua incapacidade de sustentar a vida humana. Por isso, foi criado uma espécie de bunker dentro de uma cadeia de montanhas, com o objetivo de salvar cerca de 25 mil pessoas e, assim, garantir a continuidade da humanidade. Mas esse não é um bunker qualquer. Ele se assemelha completamente ao mundo que conhecemos, com direito a sol artificial, mudança de estação e tudo mais.

À medida que avançamos nos capítulos, e na história, percebemos que a trama da série é muito mais complexa do que a sua sinopse propõe. Novos personagens vão sendo adicionados e o enredo vai se revelando sombrio e cheio de possibilidades. De repente, o culpado pela morte do presidente deixa de ser o nosso foco principal e passamos a querer entender todas as complexidades que envolveram a criação daquele mundo paralelo. Como isso aconteceu, quem foi ao responsável e, principalmente, como aquelas 25 mil pessoas foram selecionadas.
Diferente da série "The Leftovers", que nos apresenta o impacto psicológico brutal que o sumiço de 2% da população gerou naqueles que ficaram, aqui em "Paradise" as questões emocionais parecem ser pouco aprofundadas. Pelo menos até então. Depois de 3 anos vivendo no bunker, a sociedade parece ter se acostumado com aquela nova realidade de conto de fadas, onde tudo funciona e dá certo, e o emocional parece não se abalar.
Essa questão emocional realmente tem me pegado um pouco, uma vez que acredito que daria uma profundidade ainda maior à trama. No entanto, o roteiro opta por focar 100% na questão da ficção científica com o fundo político envolvido. São pessoas disputando poder, é dinheiro querendo (e conseguindo) mandar em tudo. Foi uma escolha que o roteirista e diretor Dan Fogelman fez. O que é curioso, já que ele é o responsável pela super emocional série "This Is Us".

Somente 5 capítulos de "Paradise" foram liberados no Disney+ até o momento e ainda temos bastante espaço para chegar numa finalização bem bacana. Toda terça-feira, um novo episódio é lançado na plataforma, sendo que o final deve ir ao ar no dia 4 de março. Embora a segunda temporada ainda não tenha sido confirmada oficialmente, Fogelman revelou que já está escrevendo o roteiro dela e que deve lançar em um ano.
Assista ao trailer de "Paradise":

Marcela Gelinski
Marcela Gelinski
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