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Tabus, Tretas e Troças

Suspeitas na arbitragem e greve de juízes rondam o Brasileiro 2024

Nada indica que o Brasileirão pare porque as provas ainda não apareceram. Mas há rivalidade nas associações dos juízes e grandes interesses

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Silvio Tudela

29/04/2024 às 9:00 - há XX semanas
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Pelo bem do futebol, o Campeonato Brasileiro precisa ser paralisado! E uma boa parcela de árbitros está disposta a dar esse grito de liberdade por não aguentarem mais tamanha indiferença e pouco caso por parte do presidente da CBF que, em respeito ao futebol, deveria ter vergonha na cara e renunciar.


				
					Suspeitas na arbitragem e greve de juízes rondam o Brasileiro 2024
Suspeitas na arbitragem e greve de juízes rondam o Brasileiro 2024. Foto: Reprodução / Redes Sociais (@raphael_claus_)

Este trecho da nota da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF), que foi divulgada com o nome do presidente da entidade, Salmo Valentim, na semana que passou, revela que a relação entre os apitadores e a CBF não é das melhores e que essa briga pode ser longa. Esta manifestação da ANAF aconteceu logo após John Textor, dono da SAF do Botafogo, apresentar, na CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, os relatórios da Good Game que, segundo ele, embasam as acusações de resultados forjados nas partidas dos campeonatos passados.

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Verdade seja dita, o início do Campeonato Brasileiro, logo em sua primeira rodada, já foi marcado por grandes polêmicas de arbitragem e segue em alta temperatura pelas intensas movimentações nos bastidores. Mas nada indica que pode parar porque as tais provas ainda não apareceram e os interesses econômicos devem falar mais alto. Além disso, as duas principais associações de árbitros do país estão em lados opostos e também brigam pelo poder de ser a única instituição com credibilidade para falar sobre a categoria.

Mesmo sem a adesão da maioria dos árbitros do quadro nacional e rompida com a Confederação Brasileira de Futebol desde 2022, a ANAF deseja paralisar o torneio por entender que a competição está em xeque, há árbitros insatisfeitos e dispostos a protestar nas próximas rodadas.


				
					Suspeitas na arbitragem e greve de juízes rondam o Brasileiro 2024
Botafogo enviou ofício à CBF pedindo que Raphael Claus fosse retirado da escala do clássico de domingo. Foto: Reprodução / Redes Sociais (@raphael_claus_)

A entidade acusou Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, de não pagar os salários dos profissionais do apito do futebol feminino, e Wilson Seneme, presidente da comissão de arbitragem da instituição, de ser despreparado e não apresentar nenhum projeto desde que assumiu o cargo.

Em suas redes sociais, bem antes de defender a paralisação, a ANAF criticava as intenções do CEO do Botafogo: “Questionar a atuação dos árbitros no campo de jogo por uma falta não marcada, um pênalti deixado de ser assinalado ou uma advertência aplicada de maneira equivocada é uma coisa, afinal de contas somos seres humanos. Agora, dizer que na arbitragem brasileira há árbitros que se ‘vendem’, é uma acusação gravíssima que põe em xeque não só a categoria, como também toda a estrutura da CBF.”

Para botar mais lenha na fogueira, o Botafogo enviou ofício à CBF pedindo que Raphael Claus fosse retirado da escala do clássico de domingo, contra o Flamengo, bem como a árbitra de vídeo Daiane Muniz. O clube também solicita que o juiz não seja escalado para jogos do clube ou de qualquer equipe enquanto a CPI, que tramita no Senado, não acabar.

Em resposta, a Associação de Árbitros de Futebol do Brasil (ABRAFUT), que é parceira da CBF e se diz a única autorizada a falar em nome da categoria, emitiu nota para a imprensa e disse, em outras palavras, que as graves e reiteradas ilações proferidas por John Textor ainda não foram alicerçadas e corroboradas por qualquer prova, e que o mesmo cita dois dos mais respeitados árbitros do Brasil, América do Sul e do mundo, sem o mínimo de responsabilidade ou prova, apenas por opinião pessoal baseada em subjetividades. Nas redes sociais, em nota oficial, convocou o Sindicato dos Atletas a contestar as acusações de John Textor.