Um documentário sobre a vida, obra e legado de Cazuza (1958-1990), um dos maiores cantores do rock e da MPB do Brasil, começou a ser preparado pela Globo. Segundo informações da coluna F5, da Folha de São Paulo, projeto será disponibilizado ainda neste ano de 2025 no Globoplay, serviço de streaming da empresa.

As gravações começaram na sexta-feira (28) no Sambódromo do Anhembi, durante a primeira noite dos desfiles das escolas de samba de São Paulo. A escola de samba Camisa Verde e Branco homenageou o cantor no samba-enredo de 2025, ano em que a morte de Cazuza completa 35 anos.
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A direção do documentário é de Patricia Guimarães, que tem vasta experiência em projetos e documentários dedicados ao mundo da música.
Cazuza morreu em 1990 vítima da AIDS
Cazuza morreu em seu apartamento em Ipanema, no Rio de Janeiro, aos 32 anos por um choque séptico causado pela AIDS. Ele revelou ser soropositivo em 1989.
O cantor construiu um legado desde quando foi vocalista do Barão Vermelho até quando seguiu em carreira solo. Aos 17 anos, o artista conheceu o cantor Ney Matogrosso, com quem viveu um breve romance.

Cazuza chegou a cursar Comunicação Social, mas abandonou a faculdade para se dedicar à música. Ele foi indicado pelo cantor Léo Jaime para ser o vocalista da banda Barão Vermelho, formada na época por Frejat (guitarra), Dé (baixo), Maurício Barros (teclado) e Guto Goffi (bateria).
Em 1985, Cazuza anunciou a saída do Barão Vermelho. O cantor queria explorar novas referências do MPB, enquanto Frejat queria uma sonoridade focada no rock.
Com cinco discos solos lançados, Cazuza emplacou sucessos como Exagerado, Codinome Beija-Flor, Ideologia, Blues da Piedade, Faz Parte do Meu Show, O Tempo Não Para e Brasil.