A jornalista Wanda Chase, ícone do telejornalismo baiano, morreu, aos 74 anos, na madrugada desta quinta-feira (3), após passar por uma cirurgia para o tratamento de um aneurisma da aorta. O procedimento foi realizado no Hospital Tereza de Lisieux, em Salvador. Natural do Amazonas, a comunicadora tinha uma trajetória marcante na Bahia e é parte da história do jornalismo no estado.

Conforme informações apuradas pela TV Bahia com amigos e familiares, a jornalista estava recebendo atendimento médico há cerca de um mês. Os problemas de saúde tiveram início após ela contrair uma virose no Carnaval.
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A jornalista passou a ser tratada por uma equipe de pneumologistas, quando foi diagnosticada com uma infecção urinária e, em seguida, com uma infecção intestinal. Ainda segundo a TV Bahia, ela enfrentou as complicações de seu estado de saúde ao longo de todo o mês de março.

Ela deu entrada no centro cirúrgico por volta das 17h de quarta-feira (2) e, após seis horas de cirurgia, médicos comunicaram que Wanda não estava evoluindo bem. O velório da jornalista e ativista acontecerá nesta sexta-feira (4), no Cemitério do Campo Santo, no bairro da Federação, em Salvador. A cerimônia terá início a partir das 13h, na sala 03.
Wanda Chase fez parte da história do jornalismo baiano
Wanda Chase nasceu no estado do Amazonas e se mudou para a Bahia onde construiu uma carreira jornalística exemplar. Em Salvador (BA), Wanda passou por grandes veículos de imprensa da cidade como o Jornal A Crítica, Rede Manchete, TV Cabo Branco, Rede Globo Nordeste.
Wanda construiu uma carreira de 27 anos na TV Bahia. Mesmo após a aposentadora, a jornalista continuou ativa com a coluna “Opraí Wanda Chase”, no portal Ibahia, além de projetos como o podcast “Bastidores com Wanda Chase". Ela também trabalhava na escrita de um livro dedicado ao Axé Music.

Wanda atuou como repórter, editora, colunista e apresentadora e deixou um grande vazio para amigos, familiares e fãs. Além de sua trajetória jornalística, Wanda foi uma forte ativista do movimento negro e uma forte relação com os blocos afro, sendo uma das primeiras jornalistas negras a ganhar destaque na televisão na Bahia. Pioneira, ela lutou por mais visibilidade e inclusão para negritude em ambientes midiáticos.
Por meio de nota, publicada no Facebook, a família da jornalista lamentou sua partida. "Sua partida deixa um vazio irreparável, mas seu legado de luta, perseverança e paixão pela vida e pela justiça social continuará a inspirar gerações futuras. Para nós, seus familiares, Wanda é referência de alegria, determinação, sensatez, honestidade e competência. Na vida a Wanda amou tudo que fez e nosso amor por ela é para sempre".
A jornalista Carollini Assis também lamentou a morte de Wanda, de quem era amiga. "Minha amiga se foi. E nunca mais tantas coisas. Nosso cafezinho, nossas risadas, nossas confissões sobre a vida, família e amores. [...] Fizemos um podcast juntas quando ainda não existia o nome 'podcast', lá na rádio Joia, uma web rádio de nosso amigo Coscoba. Tínhamos tantos planos e projetos juntas; livros, filmes", escreveu a amiga.

Iamany Santos
Iamany Santos
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