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Morro de São Paulo

Peixe invasor é encontrado em destino turístico na Bahia

Animal foi encontrado em Morro de São Paulo em expedição da Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema)

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Naiana Ribeiro

18/02/2025 às 15:09 - há XX semanas
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Um peixe invasor foi capturado pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado em Morro de São Paulo, um destino turístico baiano localizado na Ilha de Tinharé. Segundo a secretaria, o Peixe-leão é extremamente venenoso e pode causar desequilíbrio no ecossistema marinho.


				
					Peixe invasor é encontrado em destino turístico na Bahia
Foto: Matheus Lemos - Ascom Sema / Inema

O Peixe-leão, nativo da região indo-pacífico, foi registrado no Brasil pela primeira vez em 2014, no Rio de Janeiro. A captura em Morro de São Paulo ocorreu no dia 14 de fevereiro deste ano, e o animal foi encaminhado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), onde passará por estudos.

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"É um animal muito perigoso para o equilíbrio do ecossistema, por ser um peixe muito voraz e que se multiplica e cresce em taxas muito rápidas", explicou o biólogo Eduardo Barros, da SEMA, ao g1.


				
					Peixe invasor é encontrado em destino turístico na Bahia
Foto: Redes sociais

Confira algumas curiosidades sobre a espécie do peixe invasor:

  • tem o corpo listrado de branco, vermelho, laranja, marrom e preto;
  • tem cerca de 18 espinhos;
  • pode crescer até 30 cm;
  • não tem predadores no Brasil;
  • pode consumir até 20 peixes em apenas 30 minutos;
  • se reproduz rapidamente e consegue colocar até 30 mil ovos de uma vez.

Apesar de ser venenoso, as substâncias presentes no Peixe-leão não são fatais para pessoas saudáveis. Ele pode causar dor local, náusea e bolhas. Caso um banhista seja ferido, as recomendações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) são:

  • passar água quente no local afetado para dificultar a ação do veneno;
  • procurar atendimento médico o mais rápido possível para receber o tratamento adequado.

Em caso de pesca acidental, a recomendação é que o Peixe-leão não seja devolvido à água. Deve-se colocar o dedão na boca do peixe e, com a outra mão, cortar cuidadosamente os espinhos.

Ainda conforme a Secretaria de Meio Ambiente (Seman), serão realizadas análises para entender as rotas que possibilitaram a chegada do peixe à Bahia, além da elaboração de um plano emergencial para conter sua disseminação.

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