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Operação 'Falta Grave'

Policial é afastado suspeito de cobrar dinheiro para presos na Bahia

Suspeito recebia vantagens que variavam entre R$ 20 e R$ 70 o dia, podendo aumentar em caso de fins de semana, feriados ou dias seguidos

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Redação iBahia

31/03/2025 às 9:25 - há XX semanas
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Um policial penal foi suspenso de suas funções após uma operação que apurou a cobrança de valores de internos da Casa do Albergado e Egresso (CAE), em Salvador, para permitir que presos passassem a noite ou os finais de semana fora da unidade penal.


				
					Policial é afastado suspeito de cobrar dinheiro para presos na Bahia
Policial penal é afastado após operação que investiga cobranças de dinheiro para presos passarem períodos fora do presídio em Salvador. Foto: Hildazio Santana/Seap

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) informou ao g1, um mandado de busca e apreensão foi cumprido na manhã desta segunda-feira (31), na residência do suspeito, identificado como Francisco Carlos da Cunha. O afastamento dele ocorreu na quinta-feira (27).

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As investigações fazem parte da segunda fase da "Operação Falta Grave", que busca encontrar provas para identificar outros envolvidos no esquema criminoso.

O policial foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), pelos crimes de corrupção passiva e associação criminosa, devido à sua participação em um esquema de cobrança de propina dentro da Casa do Albergado e Egresso (CAE).

A denúncia foi recebida pela 1ª Vara Criminal Especializada da Comarca de Salvador, que determinou o afastamento do agente de sua função pública.

De acordo com a Seap, as investigações revelaram a participação do policial penal em conjunto com outros quatro denunciados, que foram presos em setembro do ano passado, durante a primeira fase da operação. As evidências contra ele foram obtidas por meio da análise dos materiais apreendidos.

Veja quem são os suspeitos envolvidos:

  • Francisco Carlos da Cunha: afastado na quinta-feira (27) e alvo de mandado de busca e apreensão nesta segunda;
  • Nilmar Marcelo Pereira do Vale, Marcos Aurélio Freire da Silva, Valmir Santos Paixão e José Jorge Santos Farias: presos em setembro de 2024, foram soltos em fevereiro deste ano e respondem aos crimes em liberdade. Contudo, seguem afastados das atividades, proibidos de ter contato com investigados, servidores e entrarem em qualquer unidade prisional do estado.

A defesa dos suspeitos não foi localizada até a publicação desta reportagem.

Saiba como funciona o esquema

De acordo com informações do Serviço de Inteligência da Seap, o policial penal recebia vantagens que variavam entre R$ 20 e R$ 70 por dia, com possibilidade de aumento em casos de finais de semana, feriados ou períodos prolongados.

A investigação revelou que os servidores manipulavam os registros de presença dos internos, por meio de assinaturas retroativas no livro de presenças, referentes ao período em que, na realidade, os detentos estavam fora da unidade penal.

Foi constatado que essa prática criminosa estava enraizada na unidade, já que os presos dos regimes fechado e semiaberto em Salvador tinham conhecimento do esquema e, ao progredirem de regime, procuravam os agentes penais para se beneficiar.

A operação é conduzida de forma integrada pela Seap, por meio do Grupamento Especializado em Operações Prisionais (GEOP), junto ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Gaeco e do Grupo de Atuação Especial de Execução Penal (Gaep), com o apoio da Polícia Militar, por meio do Batalhão de Policiamento de Prevenção a Furtos e Roubos de Veículos (BPFRV).

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